O avanço da erosão costeira continua a ameaçar várias zonas da cidade de Quelimane, na província da Zambézia, com os bairros de Icidua, Sangariveira e Murropué entre as áreas consideradas mais vulneráveis.
Perante o agravamento do problema e os efeitos associados às mudanças climáticas, o Conselho Municipal de Quelimane já iniciou estudos para identificar as zonas prioritárias e definir as intervenções necessárias para proteger a cidade.
Segundo o edil Manuel de Araújo, uma empresa holandesa encontra-se no terreno a realizar levantamentos técnicos que deverão servir de base para a preparação das futuras obras.
“Nós ainda estamos a trabalhar no cronograma de actividades. É só no primeiro trimestre do próximo ano que as obras propriamente ditas poderão iniciar”, explicou o autarca, acrescentando que novas equipas técnicas deverão deslocar-se à cidade para continuar os estudos.
O projecto de resiliência urbana está orçado em mais de 20 milhões de euros e foi anunciado em Março deste ano pelos embaixadores da Alemanha e dos Países Baixos, durante uma visita a Quelimane.
Uma das principais intervenções deverá acompanhar a zona da marginal, desde o Porto de Quelimane, passando por Ivagalane, até ao bairro Icidua e prolongando-se para Murropué.
De acordo com Manuel de Araújo, o comportamento das águas do Rio dos Bons Sinais e a influência das marés têm impacto nas margens e nas infra-estruturas da cidade.
“Quando a maré é alta, a água toma direcção contrária; quando a maré baixa, [há outro movimento]. O movimento das águas influencia o comportamento não só dos afluentes, como também afecta as infra-estruturas”, explicou.
A proposta pretende criar estruturas que permitam controlar os efeitos das marés, proteger a faixa costeira e melhorar o sistema de drenagem, aumentando a capacidade da cidade de enfrentar situações de risco.
Antes da previsão deste financiamento, o Município de Quelimane já vinha realizando levantamentos em parceria com instituições académicas, procurando compreender a dimensão da erosão e identificar possíveis áreas de intervenção.
No entanto, a falta de recursos financeiros terá limitado a capacidade da edilidade de avançar com obras de maior dimensão. Com o novo projecto, as autoridades esperam reforçar a protecção costeira, melhorar a drenagem e aumentar a segurança das comunidades e infra-estruturas localizadas nas zonas mais vulneráveis.
#Quelimane #Zambezia #Mocambique #ErosaoCosteira #MudancasClimaticas #Infraestruturas #Drenagem #Ambiente #ProteccaoCosteira #Noticias #NoticiasDeMocambique #DondoNews

Social Plugin